4/13/2007



ANIQUILADOS
"Estamos aniquilados", dizem tucanos, sobre popularidade de Lula. A frase é do deputado tucano José Aníbal. Estão aniquilados não apenas pela popularidade do presidente Lula, mas principalmente pelos bons projetos e ações do governo Lula. Foram aniquilados nos péssimos 8 anos do governo tucano de FHC. Governaram o país para beneficiar aquela casta de 30% da população mais abastada, mais rica. Beneficiaram apenas essa parcela da população, esquecendo e prejudicando de todas as formas 70% do povo: os pobres, os carentes, os trabalhadores. Lula aniquilou o tucano Alckmin nas urnas com uma segunda votação histórica porque o povo não esqueceu que comeu o pão que o diabo amassou nos 8 anos do governo tucano de FHC. O povo soube que Alckmin era uma versão piorada de FHC. E esse mesmo povo sentiu no bolso, na alma, no dia a dia, o bem que o governo Lula faz para todos e para o país. Podem futricar, podem inventar, podem criar CPIs para desgastar o governo Lula: não funcionou, não vai funcionar. O povo que deixou de ser miserável, que está comendo, o povo que está conseguindo emprego, renda, estudo, crédito, casa própria, que sente o seu poder aquisitivo aumentar, que sente a vida melhorar, não vai deixar de apoiar o presidente Lula, o governo Lula. A posição feroz e virulenta está se auto-aniquilando quando tenta voltar ao poder armando golpes com mentiras, invencionices, calúnias. Cava a própria cova quando tenta impedir o crescimento do país obstruindo as votações dos projetos do governo que vão beneficiar todos os brasileiros.
Jussara Seixas

4/11/2007


NAS RAIAS DA LOUCURA
A oposição feroz e virulenta decidiu criar uma segunda CPI aérea no Senado. Os mesmos indivíduos que proporcionaram aquele circo de quinta categoria em 2005 vão nos brindar novamente com o mesmo miserável espetáculo. T. Jereissati (PSDB), R. Maia (PFL/ DEM), A. C. Pannunzio (PSDB), O. Lorenzoni (PFL/ DEM), A. Virgílio (PSDB) e J. A. Maia (PFL/DEM). O espetáculo é o mesmo, com o mesmo tema: desgastar o governo Lula, prejudicar as votações de projetos do presidente Lula, que iriam beneficiar todos os brasileiros. Fazer com que o PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, do governo Lula, não vá adiante. Assim eles brecam o crescimento do país, conseguem diminuir a geração de empregos, os investimentos em infra-estrutura e os avanços sociais do governo Lula. Coincidentemente, eles resolveram isso ontem, dia em que foi divulgada uma pesquisa nacional da CNT/Sensus segundo a qual o presidente Lula tem 63,7% de aprovação do povo brasileiro. Eles descobriram que a crise aérea criada pelos controladores de vôo descontentes com seus salários e com o comando da Aeronáutica não atingiu o presidente Lula, como eles se esforçaram para que ocorresse. Eles vão tentar de novo, não deu certo em 2005, não funcionou, mas eles vão tentar. O fato é que eles não sabem fazer outra coisa senão prejudicar o país. Afinal, foram governo 8 anos e afundaram o Brasil, transformaram 54 milhões de brasileiros em miseráveis, foram responsáveis pelo maior índice de desemprego na história. Agora sua única alternativa para continuar prejudicando o país consiste em paralisar o Congresso com CPIs. Não importa que o que eles querem investigar já esteja sendo investigado pelo TCU, CGU, MPF, PF: eles querem paralisar as votações no Congresso e os holofotes da mídia, isso tudo pago com o dinheiro do contribuinte. E eles usam o STF para pedir a instalação de CPI, quando o plenário da Câmara decidiu pela não instalação, ensejando um conflito de poderes. O que leva ao absurdo, porque se o STF autorizar a CPI na Câmara, o Senado vai fazer outra CPI para investigar a mesma coisa que a Câmara. Eles estão desesperados, chegaram às raias da insanidade mental. Tomara que o STF não compactue com atitude absurda, detestável, carregada de ódio, que vai causar grandes prejuízos ao país.
Jussara Seixas

4/09/2007

DEMO manda desalojar moradores

Um total de 320 famílias invadiu, no início da madrugada o Edifício São Vito, tradicional prédio paulistano localizado na Avenida do Estado, em frente ao Mercado Municipal, na região do Parque Dom Pedro, no centro da cidade.

A invasão foi realizada por integrantes de oito movimentos, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto da Região Central e o Movimento dos Sem-Teto do Centro. Policiais militares foram acionados pelo prefeito STRESSAB ( KASSAB, DO DEMO) minutos após a invasão e deram um prazo de meia hora para que as famílias desocupassem o edifício, que possui 26 andares e, de acordo com projeto da Prefeitura de São Paulo, será demolido.

Como os invasores negaram-se a sair, os policiais usaram bombas de efeito moral. Na confusão, algumas pessoas ficaram feridas, INCLUSIVE CRIANÇAS. Às 3h30 desta madrugada, das 320 famílias apenas 70 ainda permaneciam no interior do São Vito. Pela manhã, a situação no local já havia sido normalizada.

Segundo a coordenadoria dos movimentos envolvidos na invasão, esse tipo de ação será freqüente a partir de agora na capital, pois 1.250 famílias teriam perdido o benefício do Bolsa Aluguel, concedido pela gestão Marta Suplicy para famílias de baixa renda. O contrato durou 30 meses e não foi renovado pela atual gestão.

Na madrugada do último dia 26, um total de 300 sem-teto já haviam invadido um prédio localizado na Rua Mauá, também no centro da capital paulista. O local, onde já funcionou o Hotel Santos Dumont, foi abandonado há mais de 10 anos e já havia sido invadido em 2005 .
DEM: Limpeza SOCIAL é a nossa marca.
LEGALIZAÇÃO SEM PLEBISCITO




O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, quer que seja feito um plebiscito sobre o tema. Ele é favor da legalização do aborto. Não acho que a legalização do aborto necessite de um plebiscito: legaliza-se o aborto, que passará a ser feito nos hospitais conveniados com SUS, pela mulher que assim desejar ou necessitar. Quem for contra o aborto não será prejudicado. Como não é hoje, pois milhares de abortos são feitos todos os dias clandestinamente, pondo em risco a vida de milhares de mulheres. A legalização do aborto é uma necessidade de saúde pública. A decisão de fazer um aborto é exclusiva, de foro íntimo, de cada mulher que o fizer: ela vai ao hospital de livre e espontânea vontade e diz ao médico que necessita interromper a gravidez. Ela não é obrigada a ir, ela não é obrigada a fazer o aborto se não desejar, a legalização do aborto não é uma lei que impõe o aborto à mulher. A legalização do aborto dará à mulher o direito de escolha, de ser mãe ou não, com dignidade, com respeito e, principalmente, preservando a saúde e a vida da mulher. O governo tem a obrigação de zelar pela saúde da população, de garantir que a população tenha direito ao acesso a todos os procedimentos médico-hospitalares. Não há necessidade de plebiscito para garantir saúde às mulheres. Saúde um dever do Estado, um direito de todos.
Jussara Seixas

4/04/2007

PANTOMIMA DO ABSURDO




Em 2005/2006, todos assistiram a CPI do Fim do Mundo, também chamada de CPI dos bingos. O mote primordial daquela CPI era desgastar o presidente Lula, fazer com que sangrasse até as eleições. A oposição queria voltar ao poder a qualquer custo. Alguém soube de algum bingo sendo investigado, algum dono de bingo interrogado, dinheiro de bingo ou jogador de bingo? Não viu porque não houve nenhuma investigação sobre os bingos, donos de bingos, lavagem de dinheiro em bingos. Mas vimos o nosso dinheiro, dinheiro de impostos – que poderia ser usado para melhorar a merenda das escolas, pavimentar rodovias, comprar equipamentos para hospitais, construir de pontes – financiando essa maldita CPI do Fim do Mundo. Vimos os políticos da oposição ficarem com as bundas quadrada e com a boca mole após horas, dias, semanas de discursos inflamados, cheios de ódio, mentiras e achismos, contra o presidente Lula. Nada era votado, projetos não eram apresentados nem apreciados, a oposição obstruía as votações dos projetos do governo de interesse do povo e do país. Veio a eleição e o povo deu o troco para essa pantomima da oposição em conluio com a mídia: os holofotes eram fundamentais. Reelegeram o presidente Lula e garantiram uma derrota acachapante para a oposição e para a mídia. Isso foi em outubro de 2006. Passaram-se apenas seis meses e eles estão inconformados, agora querem se vingar do povo. Querem novamente promover a pantomima. Estão obstruindo votações importantes para o crescimento do país, e a justificativa para isso é o abuso do absurdo, à mostra no texto que o deputado Onyx Lorenzoni publicou hoje, 04/04, na Folha de S. Paulo, para justificar a CPI:Diz o deputado Onyx Lorenzoni do PFL, digo DEM, que a oposição quer a CPI da aviação porque o contribuinte tem o direito de saber o que está acontecendo. Ele justifica que quando não são os controladores de vôo, como aconteceu no último dia 30 de março, são as chuvas, as aves ou os cães que invadem as pistas de pouso e param os aeroportos.
Vamos aos fatos: os controladores civis e militares estão descontentes com o tratamento que estão tendo na FAB,dizem que trabalham sob pressão, que a carga horária é estressante, que estão descontentes com os salários. Segundo o sindicato da categoria, fazem 25 anos que eles estão reclamando. Agora resolveram agir, promovendo greves, paralisações, operação padrão, para serem ouvidos. Já sabemos o porquê da greve, e sabemos que é da competência da FAB negociar com os controladores, já sabemos que o presidente Lula pediu à FAB e ao Ministério da Defesa que agilizem as negociações, dêem fim a esse impasse, que está prejudicando a população. Pergunto: para que CPI?
Segundo o deputado do PFL, digo DEM, ainda restam as chuvas, as aves e os cães que invadem pistas, e isso merece uma CPI. Chuva é um fenômeno da natureza, que consiste em precipitação atmosférica de gotas de água cujas dimensões variam entre 1 e 3 mm, por efeito da condensação do vapor de água contido na atmosfera. Muitos culpam São Pedro quando ocorrem chuvas muito volumosas, com rajadas de ventos fortes, que impedem os vôos, decolagens e aterrissagens devido à falta de segurança, por força da mãe natureza. Precisa de CPI? Quem seria chamado para depor: São Pedro? A mãe natureza?
As aves são animais cuja pele é revestida de penas, com os membros anteriores transformados em asas, boca prolongada em bico, e voam. São animais irracionais que em alguns casos, por fatalidade, se chocam com os aviões, são sugadas pelas turbinas. Precisa CPI? Iriam chamar as aves para depor e explicarem por que voam nas rotas dos aviões?
O cão, melhor amigo do homem, também é um animal irracional, mas muito esperto, ágil, invade pistas de aeroporto, campo de futebol, áreas livres e outras até com difícil acesso, com muita rapidez, e nem sempre o ser humano consegue detê-lo, até porque ele, para se defender, morde. Precisa CPI? Seriam os cães chamados para explicar sua natureza?
Diz o deputado do PFL, digo DEM, que a CPI iria investigar o acidente com o avião da GOL. A população já sabe que esse acidente foi investigado, já sabe que os pilotos americanos, que estão lá nos EUA, estavam com Transponder desligado, que eles estavam voando em altitude errada. A PF e a FAB já investigaram, laudos já foram emitidos, controladores já foram afastados pela FAB, e continuam ainda investigações internas na FAB, no CINDACTA de Manaus, Brasília e São José dos Campos. Precisa CPI?
O deputado do PFL, digo DEM, faz críticas a um casamento da filha de um diretor da Anac, diz que fotos nos jornais mostram uma confraternização, regada a champanhe e charutos, durante o casamento da filha de um diretor da Anac, em Salvador. Isso porque os controladores de vôo estavam em greve, amotinados, e os aeroportos eram um caos no dia do casamento. Precisa CPI? Vão chamar os convidados e os noivos para depor? Vão cobrar que o casamento deveria ter sido adiado? Vão querer saber por que fulano ou cicrano foram convidados, se são amigos de quem, da noiva ou do noivo? Vão querer saber se os charutos eram cubanos? Vão quer saber por que a festa de casamento não foi suspensa? O Lorenzoni vai quer saber por que não foi convidado?
A oposição quer ainda investigar a Infraero, que o TCU e a CGU já estão investigando e apontando aonde há erros e inconsistências, possíveis desvios financeiros, e a Infraero terá que se justificar, provar o que fez. Somente após as investigações, provas e contraprovas, é que atitudes judiciais poderão ser tomadas. Está tudo sendo divulgado pelo TCU, pelo governo, pela mídia. Precisa CPI?
O TCU, a CGU, a PF, o Siafi e o poder judiciário não são instituições competentes e confiáveis para investigar e punir, se for necessário, quem quer que seja? Ou confiáveis e competentes são somente a oposição feroz e virulenta e a mídia acumpliciada e desmoralizada?
Jussara Seixas

3/30/2007

INTOLERÂNCIA NUNCA MAIS!



A intolerância é o câncer da humanidade, não canso de repetir isso. O que houve na UnB foi um ato terrorista, criminoso, vergonhoso, movido pela intolerância. Esses que colocaram fogo nos quartos dos estudantes negros, estrangeiros, não suportam negros, não admitem a idéia de compartilhar o espaço com negros. Se os criminosos forem estudantes da UnB, trata-se de gente que não tolera estudar onde os negros têm o mesmo direito que eles. O direito de aprender, o direito de fazer uma universidade, o direito de concorrer com os brancos, o direito a uma carreira no futuro. Isso é intolerância, a mesma intolerância que foi responsável pelo golpe militar em 1964 – amanhã, dia 31/3, é o 43º aniversário do dia em que os militares também envergonharam o Brasil. Os anos de chumbo não podem e não devem ser esquecidos, precisamos estar sempre atentos para que eles não voltem nunca mais. A intolerância dos militares e de seus cúmplices civis destituiu um governo eleito pelo povo. Na seqüência eles prenderam, torturaram e assassinaram muitos brasileiros que queriam liberdade, justiça social e democracia. É a mesma intolerância daqueles que não aceitam um presidente migrante nordestino, ex-metalúrgico, ex-sindicalista, mesmo que ele tenha sido eleito pela grande maioria povo – em uma votação histórica – pela segunda vez, por ter feito no primeiro governo tudo de bom para o país e pelo povo. Os intolerantes tentaram o golpe novamente em 2005, desta com os donos da mídia acumpliciados à chamada elite brasileira (como ficaram conhecidos os inúteis parasitas quatrocentões que há séculos nos atrapalham). Porque não nos esquecemos do golpe de 64 e de todas as suas conseqüências nefasta para o país e o povo, mobilizamos-nos e o golpe fracassou. Essa intolerância violenta contra os estudantes negros não pode ficar sem uma punição exemplar. Se os culpados forem alunos, eles têm que ser e expulsos da universidade, processados e presos. O ato terrorista praticado por eles tem que ser considerado hediondo, pois foi um ato hediondo. Não tem justificativa, não admite perdão, clama aos céus uma punição severa, prevista na lei para crimes hediondos vigente em nosso país. Parabéns a todos aqueles que lutaram e lutam contra a intolerância. Graças a eles hoje vivemos em uma democracia, sob um governo que se orienta pela liberdade, justiça social, solidariedade e fraternidade.


Jussara Seixas

3/23/2007


GILBERTO DE CARVALHO
Quem conhece Gilberto de Carvalho, Chefe de Gabinete da Presidência da República e secretário do presidente Lula, entende claramente porque ele é tão perseguido pela oposição feroz e virulenta, da qual fazem parte os promotores do MPE de Santo André Roberto Wider Filho, Adriana Ribeiro Soares de Morais e Amaro José Thomé Filho. Gilberto de Carvalho, ex-seminarista, é teólogo e filósofo formado na Universidade do Paraná, sua terra natal, e também um dos fundadores do PT. Ninguém se aproxima do presidente Lula sem antes falar com ele, que agenda todas as reuniões com o presidente Lula. Nem mensagens são lidas pelo presidente sem passar por Gilbertinho, como é carinhosamente chamado pelo presidente e por amigos. Gilberto é quem põe o presidente Lula a par dos acontecimentos do dia, os bons e ruins, é quem muitas vezes aconselha o presidente Lula em momentos conflitantes, e é ouvido pelo presidente. Gilberto é uma pessoa discreta, séria, evita os holofotes da mídia, fala calmo, em tom baixo e educado, característica que talvez se deva também ao fato de ser ex-seminarista. A oposição feroz e virulenta não se conforma em que o presidente Lula tenha ao seu lado uma pessoa tão iluminada, fiel e competente. Querem a qualquer custo afastar Gilberto de Carvalho do presidente com mentiras, calúnias e invencionices. Não vão conseguir, vão dar murros em ponta de faca. A justiça do homem tarda mas não falha, e a justiça divina sempre será implacável com as injustiças dos homens.
A PERSEGUIÇÃO INFAME
A Justiça deu prazo de 15 dias para que a cúpula do PT e Gilberto Carvalho, secretário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentem explicações para a acusação do Ministério Público Estadual, que a eles imputa improbidade administrativa por suposto envolvimento em esquema de propinas na gestão de Celso Daniel, prefeito de Santo André morto em janeiro de 2002. Na ação civil, os promotores Roberto Wider Filho, Adriana Ribeiro Soares de Morais e Amaro José Thomé Filho sustentam que um grupo de empresários e agentes políticos municipais violou a Lei de Improbidade Administrativa.

3/21/2007


CHEGA DE BAIXARIA
Desde que acabou a famigerada CPI do Fim do Mundo a oposição, PSDB/PFL, estava longe dos holofotes. Ontem eles não perderam a oportunidade, tiraram o atraso, locupletaram-se: muito bate-boca, xingamento, ameaça de agressão física. Foi um show de baixaria, um show de 5ª categoria, uma demonstração de total falta de educação e civilidade. E esse show eles querem promover meses a fio com a instalação da CPI, repetindo o que fizeram em 2005/2006. Afinal – imaginam –, de que outra maneira serão vistos, lembrados, se não atraírem os holofotes da mídia com essas violências e baixarias? Com tantos projetos para beneficiar o povo brasileiro aguardando para serem votados, eles se preocupam em promover o vil espetáculo da baixaria. Não lhes interessa o espetáculo do crescimento, da geração de empregos, da melhoria da educação, da segurança, da redistribuição de renda, como quer o presidente Lula, a base aliada e a grande maioria da população brasileira. Eles não querem construir, só destruir, não querem investigar seriamente o que está causando esses atrasos nos vôos: para eles, quanto pior melhor para a baixaria. Esse caos nos aeroportos, nos atrasos dos vôos, já está sendo investigado por órgãos cuja função é exatamente essa. A população brasileira já assistiu enojada essas baixarias em 2005/2006, e rejeitou nas unas, em 2006, grande parte dos seus protagonistas. Mas eles insistem. No momento, criar uma CPI para seja lá o que for é só o que eles têm em mãos para tentar atrasar os projetos do governo Lula e para não caírem no ostracismo político. Depois eles mesmos fazem uso do prejuízo que causaram ao país e tentam jogar no governo Lula a culpa pelo baixo crescimento, pela falta de projetos e leis, pela violência e pela educação deficiente. No entanto, são eles que estão obstruindo as votações, na Câmara, de projetos para enfrentar essas questões e beneficiar todos os brasileiros. Têm consciência que estão prejudicando o povo e o país, mas para eles isso não é importante, como não foi quando eram governo e afundaram o país. O leitor que tiver consciência de que esse espetáculo nauseante prejudica-o e ao país deve escrever para esses parlamentares e solicitar que trabalhem de verdade, pelo povo e pelo país. Ou que não atrapalhem quem quer e pode trabalhar, o que já seria uma boa ajuda. Basta de baixaria, vamos às votações dos projetos do governo Lula já!
Obs.
No site da Câmara estão o nome e o e-mail de cada deputado.
http://www2.camara.gov.br/

3/12/2007


ABORTO, SIM OU NÃO: A ESCOLHA É DE CADA UMA
É muito grande o número de mulheres que fazem aborto no Brasil. Abortos clandestinos, feitos em clinicas clandestinas, sem as mínimas condições de higiene, sem recursos básicos para uma eventual complicação. Abortos feitos por profissionais duvidosos: dentistas, enfermeiros e até médicos – só que incompetentes. Sem falar nas parteiras de fundo de quintal, com seus instrumentais sem esterilização, enferrujados, que causam até tétano. O risco para a paciente é imenso, de infecções a mortes por hemorragias (causadas por perfurações uterinas e de intestinos) e por complicações com anestésicos. Há clinicas mais sofisticadas, com equipamentos de ponta e médicos gabaritados, para atender a elite. Cobram de R$3.000 a R$5.000 por aborto com sucção. Não pagam impostos, ficam cada vez mais ricos. Há também métodos mais baratos para a população de baixa renda, como a colocação de pastilhas de formol dentro do útero, a colocação de sonda e o famoso Citotec, medicamento que causa o aborto dando a impressão que ele foi espontâneo (mas é necessária uma curetagem para retirada de restos placentários e para conter a hemorragia e evitar infecções). Em 1977, em um grande hospital de SP, presenciei jovens de classe alta, da sociedade, fazendo cirurgia para reconstrução do hímen. Apesar de terem feito abortos, de terem feito sexo à vontade, quando resolviam se casar com alguém conservador, que desejava uma noiva virgem, elas tinham que parecer virgens inocentes. A mãe acompanhava apreensiva na sala de espera do CC, com óculos escuros para evitar ser reconhecida. Não há imoralidade em fazer o aborto, a imoralidade está nessas pessoas que se dizem contra o aborto, que são contra a legalização mesmo tendo feito o que fizeram. Atendi várias mulheres vítimas de abortos clandestinos com sérias complicações de saúde: tétano, lesões cerebrais causadas por doses erradas de anestésicos, complicações cardiorrespiratórias, hemorragias severas e infecções graves que levaram à perda do útero e anexos. Cada mulher sabe o que é melhor para ela, cada mulher tem o direito de escolher o melhor momento para ter um filho, cada mulher tem o direito de escolher levar ou não adiante uma gravidez. Por entender o direito da mulher ao seu corpo, por respeitar sua vontade, sua disponibilidade familiar e financeira de levar ou não adiante uma gravidez, por ter conhecimento das conseqüências de abortos clandestinos, sou a favor da legalização do aborto. Sou a favor de acabar com essas clínicas clandestinas, de acabar com o enriquecimento ilícito de alguns médicos, de acabar com o risco à saúde da mulher. A Igreja condena o aborto, mas não vejo a Igreja ajudando mulheres grávidas desamparadas, não vejo a Igreja fornecendo maternidade, fraldas, roupas, médicos e medicamentos para essas crianças. A Igreja está mais para "quem pariu Mateus que o embale" Se o aborto fosse legal e gratuito não veríamos tantas crianças abandonadas nas ruas, jogadas no lixo. Quem não vai cuidar, não vai dar total assistência desde o nascimento, não vai educar, não tem que dar palpite na escolha da mulher, e muito menos tem o direito de condenar o Estado por legalizar o aborto.
Jussara Seixas

2/28/2007

Os "ecochatos"

Até há bem pouco tempo, chamar alguém de “ecochato” era uma ofensa... Agora é um elogio. Pois até o Papa, o Lula, o Príncipe Philip (que é um chato) – menos o Bush – todos são defensores da natureza. Está na moda ser ecologista.

E um dos motivos que tomou todos defensores do meio ambiente foi o onipresente e assustador “efeito estufa”. Com aumento das secas, enchentes, degelos, calorões, incêndios, friagens, tormentas, furacões, desequilíbrios.

Algo fácil de entender, mas difícil de combater. Os gases poluentes (dióxido de carbono, metano, etc.) provenientes da indústria, automóveis, queimadas estão criando camadas na atmosfera que retêm o calor que nos é enviado pelo Sol.

Como uma dessas estufas que se fazem para segurar calor no inverno...

O aumento da “quantidade” de calor, a partir de determinada temperatura, transforma a “qualidade” do meio ambiente. Mas tudo na vida tem suas contradições. Enquanto algumas regiões, como o Brasil, serão prejudicadas, outras, como a Sibéria, torna-se-ão férteis. Caso o derretimento do Permafrost (terra congeladas) não libere metano...

Para o combate ao efeito estufa estão surgindo as mais estapafúrdias sugestões. Como construir tubulações gigantes para canalizar todo o gás carbônico em algum bolsão no fundo do mar. Ou colocar um espelho gigante em órbita da terra para refletir os raios solares. Ou derramar um óleo de fictoplâncton sobre os oceanos à guisa de produtor de oxigênio. Há quem pense em jogar
sobre as nuvens bastante sal grosso em forma de gel para refletir a luz. Outros querem lançar todo o ferro de Carajás dentro do mar para criar microorganismos...

Mas a melhor solução sempre é mais simples. Basta aumentar – e muito – o florestamento com árvores de corte, para que elas, durante o crescimento, seqüestrem o dióxido de carbono. Como são renováveis, não necessitam adubos químicos e podem ser plantadas em regiões montanhosas, não agriculturáveis; farão um permanente trabalho de limpeza do ar. Além de gerarem empregos em massa.

Nesse sentido, Santa Catarina tem sido um Estado exemplar. Pois foi dos que mais florestou e reflorestou no Brasil nos últimos anos. Bem ao contrário do que está acontecendo com a queima de milhões e milhões de árvores, sem replantio, na Amazônia. Como mostra a reportagem de repercussão mundial dos jornalistas Scott Wallace e Alex Webb na edição nº 82 da revista National Greographic.

O que é mais um indício de que se não soubermos preservar o ecossistema amazônico, que é vital, fundamental, para a saúde da humanidade, ele será questionado e talvez se transforme em “Casus Belli”.

Paulo Ramos
DISCREPÂNCIA DELES DE CADA DIA.

A cada nova tragédia nossa de cada dia, a população fica indignada. Sai as ruas com faixas e cartazes pedindo paz e justiça. A mídia escrita, falada, televisiva, passa a divulgar a violência fazendo inveja ao ex sangrento jornal Noticias Populares, que não existe mais. Esse jornal fazia exploração do ser humano em situações depreciativas, humilhantes. Explorava a violência ao máximo, quanto pior o crime, a barbárie, melhor para eles. Sem contar que negro, pobre, as minorias étnicas e homossexuais era apresentada de forma sub-humana nesse jornal. Essa população de faixas e cartazes, que está tão indignada com a violência, quando teve a sagrada oportunidade nas urnas, de frear essa violência, não o fizeram. Votaram NÃO ao desarmamento da população, de lá para cá a violência com arma de fogo só fez aumentar. Eu e muita gente ficamos indignados com a violência, sabemos que não estamos livre dela, por isso votamos SIM pelo desarmamento. Leio hoje em blogs várias pessoas pedindo que haja um maior controle da natalidade, para com isso evitar que crianças sejam abandonadas nas ruas, jogadas no lixo, por mães, por famílias, que não tem condições de cria-las, educa-las, e podem vir a se tornarem futuros bandidos. Eu e muita gente concordamos plenamente que haja várias opções para o controle da natalidade, que todos os métodos sejam difundidos, porque isso vai diminuir a violência contra a criança, isso irá evitar muitas tragédias familiares. Mas vejo essas mesmas pessoas serem contra a distribuição de camisinha para jovens nas escolas, vejo essas pessoas condenarem a pílula do dia seguinte, vejo essas pessoas serem contra a legalização do aborto, serem contra a educação sexual nas escolas. A igreja católica, é totalmente contra a qualquer método anticonceptivo, contra a camisinha que além de evitar a gravidez indesejada, previne contra as DSTs, inclusive a AIDS. Sugerem alguns que se faça a esterilização radical, laqueaduras em mulheres, e vasectomia nos homens, que vai impedir a maternidade e paternidade para sempre, método bastante cruel, a opção em um dia ser mãe ou pai deixa de existir. Essas pessoas que são contra o aborto, dizem que o aborto é um ato criminoso contra um indefeso, mas são a favor da redução da maioridade penal, querem que jovens, crianças, sejam penalizados como adultos, pregam a pena de morte, e a tortura para criminosos. Não vai fazer mais sentido a frase "ele é só uma criança", a criança o adolescente vão deixar de existir pela força da lei. Vejo outros cobrarem do governo Lula ações para diminuir a violência, mas são contra a criação e até da atuação da Força Nacional de Segurança, são contra o Bolsa Família, são contra o PROUNI, são contra as cotas para negos nas universidades, são contra a redistribuição de renda, a inclusão de jovens pobres e negros nas universidades. Não entendem que a exclusão social fomenta grande parte a violência. Não entendem que essas medidas são eficazes para diminuir a violência, a criminalidade. Os jornalões, jornalistas, cobram justiça, cobram penas mais severas para criminosos, estão tratando essa barbárie do RJ como única. Não cobram punição, justiça pelas outras barbáries e crimes cometidos com tanta ênfase. O assassinato dos fiscais do MT, em Unaí ( MG) o suspeito de ser mandante, é prefeito de Unaí, se elegeu prefeito, após o crime. A prisão que não houve, do jornalista assassino, Pimenta Neves, que apesar de ter sido condenado está livre, leve e solto, e não se fala mais no assunto. Fica difícil dessa forma combater a violência, a impunidade, as injustiças sociais. Tem muita gente, tem políticos, jornalistas, religiosos, blogueiros, cientistas políticos, e outros formadores de opinião que precisam rever os seus conceitos de justiça, dignidade, de como diminuir violência, combater a impunidade. Poderiam começar sendo imparciais, não tentando colocar a culpa pelas desgraças e barbáries cometidas, exclusivamente no governo Lula. O uso político dessas barbáries não vai combater, diminuir a violência e a criminalidade.
Jussara Seixas

2/16/2007


A OPOSIÇÃO FEROZ E VIRULENTA É CULPADA!
Vocês se recordam da situação do Brasil no governo de FHC? Vou relembrar alguns fatos: desemprego em alta, 54 milhões de miseráveis (IBGE 2002), salário mínimo sem aumento, apagão, corrupção, compra de votos, caos econômico e social. Esses jovens que hoje estão na criminalidade são filhos do desemprego, da miséria, da falta da educação, da falta de esperança naqueles anos da era FHC. Eles nasceram no meio da miséria, da fome, da omissão, do descaso desse governo com o povo. Vocês se recordam do ano de 2005/2006? Vou relembrar alguns fatos: foram criadas 3 CPIs cujo objetivo era desgastar e desarticular o governo para evitar a reeleição do presidente Lula. Por que evitar reeleição do presidente Lula? Porque a oposição feroz e virulenta –representante de uma elite quatrocentona e parasita – queria recuperar o poder que teve durante oito anos e que usou para afundar o país, (o Brasil quebrou três vezes no governo FHC). Em apenas quatro anos presidente Lula, um ex-metalúrgico, migrante nordestino, recuperou a economia do país e está fazendo tudo de bom para o povo brasileiro, principalmente pelos pobres e excluídos. Vamos recordar: PROUNI, Luz para Todos, Bolsa Família, SAMU, Brasil Sorridente, aumento real do salário mínimo, recuperação do poder de compra do trabalhador, crédito amplo a juros mais baixos, crédito para aquisição da casa própria, geração de empregos e distribuição de renda. A economia está sólida, e estabilizada. A auto-suficiência em petróleo, o Biodiesel. Nenhum outro governo em toda a história do Brasil combateu tanto a corrupção, o crime organizado e os crimes de colarinho branco. O presidente Lula, ciente de que a segurança era prioritária, criou a Força de Segurança Nacional e destinou verba para construir presídios de segurança máxima: o de Catanduvas (PR) está em plena atividade e outros 4 presídios serão concluídos em 2007. A PF, no governo Lula fez, 186 operações e 2.981 prisões – uma média de 989 presos por ano. Foram para a cadeia políticos, juízes, delegados, policiais, banqueiros, empresários, fazendeiros, traficantes, contrabandistas. A oposição preferiu ser raivosa e virulenta para tentar a volta ao poder em 2006. Por isso se esqueceram por que foram eleitos, se esqueceram do povo e esqueceram nas gavetas da Câmara e do Senado todos os projetos para conter a violência, a criminalidade, a impunidade. Dedicaram os anos de 2005 e 2006 para fazer sangrar o presidente Lula, para que ele chegasse enfraquecido nas eleições, quando eles dariam o bote fatal. Acontece que o presidente Lula, por meio de várias MPs e decretos, contando apenas com a frágil base aliada ao governo no Congresso, continuou implementando ações que beneficiaram todo o povo brasileiro, e o povo sentiu isso na pele, no bolso. Voltou as costas para a oposição e para a mídia golpista e reelegeu o presidente Lula. Essa oposição raivosa e virulenta, que babava ódio e destilava mentiras na tribuna do Congresso, que deixou de discutir e votar projetos importantes para conter a violência, é a culpada pela insegurança, pela impunidade e pela violência que assola o país hoje. Se, ao invés de ficarem fazendo caras e bocas frente às câmaras das TVs, promovendo um espetáculo circense de 5ª categoria com mentiras, calúnias, gritos histéricos, cadeiradas, lágrimas de crocodilos, estivessem atentos para garantir a segurança da população, não estaríamos hoje assistindo a esse horror. Aprovaram ontem, 15/02, vários projetos de lei para punir com mais rigor os criminosos. Aprovaram a toque de caixa porque o povo exigiu. Se tivessem feito isso em 2005, ao invés de ficarem obcecados em difamar para voltar ao poder, talvez tivessem evitado muitos crimes bárbaros. O povo assistiu constrangido a atuação medíocre da oposição feroz e virulenta em 2005/2006, tanto que as estrelas desse circo mambembe não foram reeleitas. Agora essa oposição feroz e virulenta, a mídia safada e a elite burra tentam colocar a culpa da violência no governo Lula. Se esses criminosos tivessem 4 anos de idade teriam pelo menos um argumento, mas os criminosos são adultos e jovens de 15/16 anos que nasceram na miséria e tiveram a infância na miséria, devido à falta de programas sociais no governo de FHC. Se não fosse o governo Lula, hoje muito mais jovens pobres estariam na marginalidade por falta de esperança, por falta de opção, por falta de uma vida digna. Hoje muitos jovens pobres estão sentados em carteiras escolares na universidade, graças ao PROUNI. A educação, a esperança e os programas sociais evitaram que eles se sentassem no banco dos réus.


Jussara Seixas

2/12/2007

SEM HIPOCRISIA


Todas as pessoas vivas, conscientes, orientadas no tempo e no espaço, lembram-se de quando tinham 16 anos. Lembramos do que fizemos, lembramos do que pensávamos, lembramos do que falávamos. Lembramos que nessa idade o medo era palavra riscada do nosso dicionário, como perigo e atenção. Éramos imortais aos 16 anos. Nada de ruim iria nos acontecer, mesmo diante de situações que hoje reconhecemos que eram alto risco. Quem não se lembra das brincadeiras, das traquinagens, das molecagens e até das maldades que cometíamos com 16 anos? Não tínhamos juízo, não tínhamos vivencia, não tínhamos experiência, conhecimento, discernimento, bom senso. Hoje, quando pensamos no que fizemos, ficamos mal impressionados com nós mesmos. Muitas vezes nos perguntamos como tivemos coragem para tal. Porque hoje temos juízo, experiência, conhecimento, discernimento e, principalmente, bom senso. Estou escrevendo isso porque não concordar com a mudança da maioridade penal de 18 para 16 anos: amanhã baixaria para 14 e depois para 12 e assim por diante, quem sabe chegando aos 5 anos de idade. A resposta para punir o menor infrator, para coibir crimes praticados por eles, não está em mudar a idade penal: isso não vai diminuir e muito menos acabar com a violência. Pelo simples fato que o menor não vai ter, aos 16 anos, o juízo e o bom senso de quem tem 20 anos, para ao menos discernir o que é certo e errado, o que é correr riscos, o que é colocar a vida dos outros em risco. Acho que a pena para o menor que cometeu um crime bárbaro, hediondo, não pode ficar restrita à pena de 3 anos, se ficar comprovado que após esses 3 anos preso, ainda é um perigo para a sociedade. Quem deveria ser penalizado com uma pena maior é o criminoso adulto que leva o menor para o crime. Isso deveria ser um crime hediondo. Age de má fé, sabe que vai poder jogar nas costas do menor o seu crime, promove o descaminho, destrói vidas que nem começaram. A impunidade, essa é a maior certeza dos bandidos de que crimes, assassinatos, roubos, não levam necessariamente à cadeia. O bandido sabe que é possível matar, roubar, estuprar e continuar livre, leve e solto. Pimenta Neves, jornalista do Estadão que matou a namorada indefesa a tiros, já foi condenado mas aguarda recursos em liberdade e continua livre. Matou por motivo torpe, sem dar direito de defesa à vítima. É um assassino condenado e está livre. Assim como os assassinos e mandantes do crime de Unaí, MG, onde foram mortos fiscais do MT. Um suspeito foi eleito prefeito da cidade de Unaí após esse crime que chocou o país. Agora está sendo investigado o Judiciário por venda de sentenças; policiais e delegados diariamente são denunciados por envolvimento direto com o crime, com o tráfico de drogas. Agentes de penitenciárias ajudam presos a fugir e liberam a entrada de celulares, sabendo que os presos vão utilizá-los para comandar o crime de dentro da prisão. As nossas leis não precisam ser modificadas, precisam ser aplicadas com rigor, precisam ser cumpridas. Quando um criminoso for para a cadeia e cumprir a pena integralmente, sem regalias, sem mordomias, o crime vai diminuir. Quando os governantes agirem com seriedade, com responsabilidade, com bom senso, punindo exemplarmente, e não fizerem acordos com bandidos, como fez o governo de Alckmin, a criminalidade vai diminuir. Quando aqueles que são responsáveis por fazer justiça e cumprir as leis fizerem o que se propuseram a fazer, e não se aproveitarem dos cargos e funções para engordar suas contas bancárias, o crime vai diminuir. O povo que sai às ruas pedindo justiça quando acontece uma tragédia não entende que somos responsáveis pela violência que se volta contra nós mesmos. São necessárias medidas de prevenção da criminalidade e não somente medidas de punição. A punição não traz vidas de volta, não desfaz a tragédia. O desarmamento da população tem que voltar a ser discutido, a educação tem que ser prioridade, como quer o presidente Lula. Os governantes dos estados, os prefeitos dos municípios precisam dar prioridade a educação, dar incentivos, melhorar a qualidade e a quantidade de escolas, como fez a prefeita Marta em SP com a criação dos CEUs. Somente com seriedade, bom senso e responsabilidade poderemos acabar com a impunidade, fazer justiça e diminuir a violência. Sem hipocrisia.
Jussara Seixas

2/09/2007

Partido Democrata?

A Executiva Nacional do PFL aprovou a mudança de nome do partido. O Partido da Frente Liberal passa a se chamar Partido Democrata. Partido Democrata foi o grande vencedor nas eleições para o Congresso, lá nos EUA. Se esse nome é vitorioso lá nos EUA, o PFL, que está esfacelado, resolveu apostar que a mudança de nome também vai fazê-lo vitorioso aqui no Brasil. Afinal, eles inventaram aquela famosa frase: ‘tudo o que é bom para EUA é bom para Brasil’. Acontece que o PD de lá não tem ACM, Bornhausen, Kassab et caterva, como o PD daqui. Não basta copiar o nome do partido dos EUA se a mentalidade não muda, se os caciques são os mesmos que colaboraram, apoiaram e participaram ativamente da ditadura militar, se hoje sentem imensa saudade dos anos de chumbo, dos anos negros da história do Brasil. Para ser democrata não basta mudar o nome, é primordial gostar de gente, ouvir o povo, fazer pelo povo e com o povo um país de todos. O PFL, agora PD, é o partido cujo presidente disse que acabaria com "essa raça por 30 anos", fazendo referência aos petistas, ao PT. O PFL, agora PD, é o partido do Kassab, que chamou um cidadão trabalhador, em um posto de saúde, de "vagabundo", porque este reclamava das ações do prefeito. O PFL, agora PD, é contra todos os programas sociais do governo Lula. Programas que tiram as pessoas da miséria, que transformam excluídos da sociedade em cidadãos, que combate o racismo e o preconceito, que resgata a dignidade do povo. O PD dos EUA foi vitorioso porque condenou o governo Bush, porque não apóia as sandices de Bush – admiradas e apoiadas pelos integrantes do PD daqui. Pelo jeito o PD daqui vai continuar a amargar derrotas e mais derrotas.
Jussara Seixas

2/07/2007

ENGENHOSO ARDIL

A mídia está em polvorosa estes dias, e o motivo é um movimento popular e político pela anistia de Zé Dirceu. Afinal a cassação, ou melhor, o linchamento político de Dirceu, contou com o esforço ferrenho da própria mídia, que o acusou, julgou e condenou, cabendo à oposição feroz e virulenta (que até levou a Brasília um velho caquético para dar bengaladas no Dirceu, em frente às câmaras e holofotes) apenas executar a sentença. Dirceu foi cassado, ou melhor sofreu um linchamento político, nunca visto em plena democracia. Contra Dirceu existiam apenas suposições, achismos, mentiras, calúnias e invencionices baseadas na acusação de Roberto Jefferson, de que Dirceu seria chefe de um pretenso mensalão. Jefferson foi cassado porque não provou suas acusações. Trata-se de pessoa sem nenhuma credibilidade, que meteu a mão grande nos Correios e foi pego com mão na cumbuca, que confessou ter recebido dinheiro de caixa 2, que confessou ter recebido R$ 75.000,00 de Furnas, do Dimasduto da era FHC. Esse dinheiro ele afirmou e provou que recebeu. Já o tal mensalão não foi comprovado pelas CPIs, nem pela PF, nem pelo MPF. Foi um achismo muito oportuno para a oposição e para a mídia, que não queriam Dirceu no governo. A possibilidade de Dirceu se eleger presidente em 2010 fez desse achismo a bandeira das oposições, a arma contra uma futura possibilidade de Dirceu ser candidato a presidente. Uma das grandes mentiras, que envolvia o prefeito assassinado, Celso Daniel, foi parar nos tribunais e o mentiroso, na presença do juiz, porque a acusação era inverídica, inventada apenas para prejudicar Dirceu, teve que se desmentir e pedir desculpas ao ex-ministro. Mas, enquanto isso não ocorria, enquanto o processo tramitava, a mídia e a oposição feroz e virulenta acusavam sem pudor, para derrubar o homem forte do governo. Derrubar quem só buscava ajudar este país a ser mais justo, a ter uma economia sólida, estável, com crescimento sustentável, com geração de empregos e diminuição da desigualdade social. Tudo porque Zé Dirceu, ex-preso político da ditadura militar, militante da esquerda, exilado político em Cuba, estava ajudando a tirar este país do buraco em que a oposição feroz e virulenta o tinha colocado. Um fato me chama a atenção: não é muita coincidência que justamente Roberto Jefferson, um defensor ferrenho de Collor, tenha feito essa denúncia contra Dirceu? Pois Dirceu foi o autor, juntamente com o senador Suplicy (PT-SP), do requerimento que criou a CPI que investigou o esquema de corrupção de Paulo César Farias na arrecadação de fundos para a campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Como representante do PT na CPI, foi figura fundamental para o levantamento das denúncias sobre o "esquema PC" e a apuração de irregularidades que levaram ao impeachment de Collor. Coincidência, vingança, oportunismo, tudo é possível, quem sabe um dia se desvende esse engenhoso ardil. A queda de Collor atingiu muito políticos da oposição, inclusive financeiramente, e o estrago foi grande: juntou-se a fome com a vontade de comer. Serão os achismos que tanto condeno na mídia e na oposição, ou os fatos e as coincidências são gritantes? O importante é que Zé Dirceu quer ser julgado pelo STF, para ter a oportunidade de provar sua inocência. E também quer ser anistiado, pois esse linchamento político precisa ser revertido. Zé Dirceu clama por justiça.
Jussara Seixas

1/30/2007

LIBERDADE DE IMPRENSA
Há liberdade de imprensa no Brasil? Acho que a liberdade de imprensa não existe no Brasil. Acho que a imprensa está sofrendo um cerceamento feroz e virulento. Notem como a mídia é sagaz, investigativa e denunciadora quando os casos ou pessoas da pauta são do governo Lula ou do PT. Mas quando o envolvido comprovadamente em maracutaias e corrupção não é do PT a mídia se cala. O Jungmann do PPS sumiu do noticiário: nem uma palavra, nem uma entrevista, não há jornalistas de plantão na porta de sua casa e muito menos o seguindo. A PF identificou pagamento de propina a Cícero Lucena, senador do PSDB, com fraudes em licitações, sobreposição de recursos federais para a mesma obra e doações para fins políticos. A Receita Federal detectou irregularidades ao confrontar as declarações de Imposto de Renda dos familiares de Cícero com suas movimentações financeiras. A revista IstoÉ publicou, mas os jornalões não deram nenhuma noticia, não estão cercando a casa do senador para entrevistá-lo, não estão investigando, não estão cobrando, não estão mostrando nem uma vírgula sequer de indignação. O ex-governador Alckmin, do PSDB, é o responsável direto pela contratação do consórcio Linha Amarela para a construção da linha 4 do Metrô. O consórcio é responsável pelo desabamento em Pinheiros. Alguém presenciou a imprensa entrevistando Alckmin após o ocorrido? Alguém viu nos jornalões matérias inquirindo Alckmin insistentemente, sem trégua, pedindo explicações diárias? Cinco ex-presidentes do BNDES foram citados pelo MPF por suposta ocorrência de irregularidades na concessão de empréstimos para a privatização da Eletropaulo, distribuidora de energia que atua em São Paulo. São eles: Luiz Carlos Mendonça de Barros, José Pio Borges de Castro Filho, Andrea Santos Calabi, Francisco Gros e Eleazar de Carvalho Filho, todos do governo de FHC do PSDB. Alguém viu essa notícia sendo manchete nos jornalões? Alguém viu esses citados sendo entrevistados, sendo investigados pelos jornalistas, sendo criticados pelos jornalistas? E o caso iFHC e SABESP, uma doação R$500.000,00 da estatal para a ONG de FHC? O caso já sumiu da mídia, FHC não está sendo procurado pelos jornalões para dar explicações, toda a mídia se calou, a elite não ficou indignada. O ex-deputado cassado Roberto Jefferson foi entrevistado pelo jornalão Estadão hoje e uma das perguntas foi: “Qual é o seu candidato na disputa pela presidência da Câmara?” Notem que ele tem direito, como cidadão comum, a ter uma opinião sobre o assunto, mas a opinião dele não é relevante para a disputa, não é importante, em nada vai interferir, ajudar ou atrapalhar. O que os jornalões não perguntam e deveriam perguntar: o que ele fez com os 4 milhões que disse ter recebido do tal mensalão inventado por ele; sobre o esquema montado por ele para desviar recursos financeiros dos Correios; sobre quais outras estatais, além de Furnas, contribuíram com seu caixa 2? Por essas e outras é que eu acho que a imprensa está cerceada por ela mesma, pois não quer as respostas e muito menos quer informar a população sobre esses escândalos. A imprensa se policia para não divulgar o que ela acha que não é para ser de conhecimento público, como as mazelas e escândalos do PSDB et caterva. Liberdade de imprensa com direito a ataques, críticas, manipulação, achismos,investigação, manchete de capa, só se for contra o PT ou contra o presidente Lula.
Jussara Seixas

1/22/2007


FHC TEM CANDIDATO. E O POVO?
FHC diz em entrevista à radio CBN que já tem a chapa que vai disputar a Presidência em 2010: Serra/Aécio. FHC já combinou com Aécio que ele será vice, e não candidato a presidência, como ele quer? Quem garante a FHC que o Serra será eleito em 2010? FHC vai queimar de uma só vez os dois candidatos que restam no PSDB? Há outros nomes que poderão surpreender durante esses quatro anos: Jaques Wagner, governador da Bahia, Sergio Cabral, governador do RJ, Marcelo Déda, governador de Sergipe, Roberto Requião, governador do Paraná, entre outros. Faltam quatro anos para a eleição, muita coisa vai acontecer, muita água vai rolar por baixo da ponte. Alckmin já havia recebido uma pá de cal com os ataques do PCC em SP, pelo seu descaso com a segurança, descaso com o combate ao crime organizado. Não se elegeu. Em 1 minuto e 45 segundos Alckmin foi enterrado politicamente com o desabamento das obras do Metrô. Essas obras entregues à iniciativa privada são de sua total responsabilidade. Alckmin pode esquecer sua candidatura a prefeito de SP em 2008, e leva junto com ele o Kassab. Outro exemplo de que muita coisa pode acontecer: Jugmann, que em um dia estava pregando 3ª via para a Câmara, ética, moralização, que acusou, julgou e condenou muitos até sem provas, no dia seguinte estava sendo acusado pelo MPF de ser chefe de quadrilha, de ter desviado dinheiro público, do Incra, no governo de FHC, e isso tudo documentado e comprovado pelo MPF. FHC deveria estar preocupado em como explicar que a estatal Sabesp doou R$ 500 mil ao Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo ex-presidente tucano com a ajuda de grandes empresários. A Sabesp que no período 2003-2006 foi comandado por Geraldo Alckmin (PSDB). O dinheiro saiu da Sabesp então presidida por outro tucano, Dalmo Nogueira Filho. Falta mais um importante detalhe que FHC está esquecendo, aliás esqueceu quando foi presidente, esqueceu na eleição de 2006: o povo, mais de 180 milhões de pessoas, das quais mais de 129 milhões são eleitores. Falta combinar com o povo o seu plano diabólico de poder. O presidente Lula provou novamente, em 2006, que a mídia está desacreditada ao impor uma derrota acachapante a Alckmin, o candidato da mídia. Agora, sem a vontade do povo, sem o desejo do povo, se não governar em benefício da maioria do povo, e do Brasil, mais ninguém se elege neste país.
Jussara Seixas

1/03/2007

TERRORISMO SIM!
No ônibus da Viação Itapemirim incendiado por criminosos no RJ morreram onze pessoas, sete delas carbonizadas. Essas pessoas devem ter sentido dores atrozes e um pavor indizível. A população que assistiu a essa barbaridade sentiu também um medo enorme, um imenso pavor. As pessoas ficaram aterrorizadas com a violência gratuita que faz vítimas aleatórias. Esse modo de agir dos bandidos, que coagem, ameaçam e se impõem fazendo uso do terror que despertam nas pessoas, é um ato terrorista. Criminosos que amedrontam, que aterrorizam suas vítimas, são terroristas. Um prefeito míope e um pretenso “especialista” acham que o presidente errou ao qualificar essa ação como terrorista, pois terrorismo seria apenas uma ação política que combate o poder estabelecido mediante o emprego da violência. Na verdade, eles estão mais preocupados com a repercussão dessa barbárie fora do país. Acham que vai afastar turistas, que pode prejudicar o Pan 2007, que a mídia internacional vai noticiar que há terrorismo no Brasil. Isso não é bom para os negócios. Talvez, para esses críticos, as barbáries que aconteceram no RJ, em SP e no ES não devessem sequer ser noticiadas. A vida dessas vítimas escolhidas ao acaso, o modo bárbaro como foram assassinadas, o terror que sentiram não é importante para o prefeito do Rio ou para o “especialista” da Globo e da Folha, pelo menos não o bastante para qualificar como uma ação terrorista pelo Presidente da República, que busca meios e modos de tomar providências para que esse terror não aconteça novamente. Não foi porque o presidente Lula falou em ação terrorista que o RJ vai ficar mal visto e vai perder turistas. Toda a imprensa noticiou, o mundo todo assistiu e viu que foi uma ação terrorista sim. Isso não é um crime comum, não dá para combater com os meios disponíveis e a legislação atual: será preciso conseguir verbas excepcionais e mudar as leis. Mas criticar o presidente Lula virou profissão para alguns e vicio para outros. Vão criticar e discordar e negar até o óbvio ululante. Defendem que não sejam enviadas as tropas da Força de Segurança Nacional, que as Forças Armadas não intervenham. O resumo da discórdia é que esses infelizes não querem aceitar qualquer iniciativa do governo federal, do governo Lula. Preferem deixar como está a creditar ao governo Lula qualquer eventual êxito no combate à violência, ao terrorismo e ao vandalismo. Mas vão cair do cavalo porque o presidente Lula vai fazer o que for preciso para acabar com esse terrorismo, pois isso ele combinou com o povo no dia da sua posse. Mais uma vez o estorvo que a mídia repercute se esquece do povo, e o povo quer segurança, quer a presença da FSN e das FA nas ruas. O povo não quer mais ser vítima dessas barbáries, pois suas vidas – que não importam aos críticos do governo federal – são importante para eles, para seus familiares e para o presidente Lula.

Jussara Seixas

12/15/2006

FELIZ 2007
O ano de 2006 está chegando ao fim. Foi o ano em que mais de 58 milhões de brasileiros conferiram um segundo mandato ao presidente do povo, ao ex-metalúrgico, ex-sindicalista e migrante nordestino que, ao longo de quatro anos, encantou o Brasil e o mundo com sua índole, seu carisma, sua generosidade e competência. Foi o ano da conquista da auto-suficiência do Brasil em petróleo, o que significa independência e estabilidade para a economia brasileira. Foi o ano em que o Brasil manteve a inflação mais baixa da última década, o ano em que o risco-país foi o mais baixo da história, 203 pontos, o ano em que a Bolsa de Valores de SP atingiu recordes históricos sucessivos de pontuação. Foi o ano em que o aumento real do salário mínimo – o maior aumento em 20 anos – garantiu maior poder de compra ao trabalhador. Foi o ano em 11,1 milhões de famílias deixaram de viver abaixo da linha da miséria graças ao programa Bolsa Família. Foi o ano em que mais de 7 milhões de pessoas deixaram de ser pobres e passaram a ser da classe média. 2006 não foi um ano qualquer, foi ano de eleição, o ano em que a oposição e a mídia juntaram todas as suas forças contra o melhor presidente que o Brasil já teve, Lula, para tentar evitar a sua reeleição. 2006 foi o ano em que a mídia deixou cair a máscara da imparcialidade, da ética, da moral, da credibilidade, do profissionalismo, do respeito pelos leitores, e foi por eles desnudada e obrigada a expor as feridas purulentas em seu corpo esquálido. Foi o ano em que a mídia mostrou a quem e a que servia: mentiram, inventaram, caluniariam, ofenderam, perseguiram, fizeram ilações, manipularam notícias, desinformaram a população. esconderam ou minimizaram as mazelas da oposição. Foi o ano em que os editoriais dos jornalões vieram todos os dias com críticas ácidas ao governo Lula, o ano em que o casal do JN mais fez caras e bocas ao falar do presidente Lula e do governo Lula – muitas vezes com desrespeito à pessoa do presidente. Foi o ano em que a revista Veja cavou a própria cova por inventar um escândalo falso a cada fim de semana. O ano de 2006 teve até falso vidente, que ganhou a telinha da Globo para revelar a sua falsa premonição de que Alckmin seria eleito, no programa da Ana Maria Brega – aquela que se vestiu de preto um dia após a vitória acachapante do presidente Lula. 2006 foi o ano em que a elite burra se desesperou com a certeza da reeleição do presidente Lula: criaram movimentos, dondocas despirocadas fizeram passeatas na Av. Paulista (lógico), criaram blogs exclusivos para ofender o presidente Lula e os petistas. Aliás, as ameaças aos petistas, às instituições governamentais, à democracia e ao presidente Lula foram o ponto alto dos blogs de aluguel da elite burra. A ferocidade de opositores ao presidente Lula foi tão inflada pela mídia que uma eleitora petista, a Dani, teve o dedo arrancado a dentadas por uma feroz despirocada. Em 2006 os políticos da oposição estavam mais ferozes, ACM pediu até a volta dos militares, na tribuna do senado. A revelação que os escândalos criados por eles em 2005 haviam ido por água abaixo foi um banho de água fria. Em 2005 foram criadas três CPIs para desgastar o governo e fazer o presidente Lula chegar sangrando em 2006. Nada disso surtiu efeito, não funcionou, não derrubou a popularidade de Lula e nem abalou o ânimo do presidente em continuar a governar para todos. Eles sabiam, bem antes da eleição, que o presidente Lula seria reeleito. O tal mensalão, invenção do Roberto Jefferson para nomear caixa 2, não colou no presidente Lula. As denúncias contra o presidente Lula eram falsas, e eles não tinham como atingir o presidente Lula por vias legais, judiciais. Pesquisas internas feitas pelo PSDB/PFL davam a vitória do presidente Lula, fosse Serra ou Alckmin o candidato. O presidente Lula era imbatível, e Serra seria derrotado pela segunda vez se fosse candidato. O PSDB perderia a prefeitura de SP e o governo do estado. Seria o fim do PSDB. Resolveram então que, se era para perder, que fosse o Alckmin, o picolé de chuchu, assim seria bem menos trágico para o PSDB. O PSDB tem um sério problema, ou melhor, um encosto, um peso morto, FHC. Ele não pode subir no palanques dos candidatos porque tem uma imensa rejeição do povo, é o maior ralo de votos do seu partido. Cada vez que FHC abria a boca, o presidente Lula subia nas pesquisas e aumentava a crise dos tucanos. A oposição resolveu que deveria bater cada vez mais no presidente Lula, no governo Lula. Bateram, bateram, bateram, perderam feio. Apesar de todas as dificuldades impostas pela oposição e pela mídia, o presidente Lula conseguiu fazer um ótimo governo. Com redistribuição de renda, com diminuição da pobreza, mantendo a economia sólida, estabilizada, com a inflação sob controle, com exportações recordes, com geração de empregos e renda. O presidente Lula foi reeleito em 2006 com uma votação histórica. Ontem, 14/12, foi diplomado pelo TSE, emocionou-se e emocionou milhões de brasileiros. Dia 1º de janeiro de 2007 assumirá o novo mandato e vai governar este país mais quatro anos. Será um governo do povo, para o povo e pelo povo. O ano de 2006 mostrou que o povo brasileiro está muito mais sabido, muito mais atento, muito mais unido, politizado. Derrotou a mídia safada, golpista, derrotou a oposição feroz e reelegeu o melhor presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, sem medo de continuar a ser feliz.
Feliz 2007, Brasil!
Jussara Seixas

12/12/2006


MÉDICI, O NOSSO PINOCHET
Generais Castello Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, João Baptista Figueiredo. Todos mortos, graças a Deus. Foram os nossos Pinochet. Em 1964 comandaram um golpe militar, destituíram um presidente eleito pelo povo e se mantiveram no poder por 20 anos. Como no Chile, contaram com ajuda financeira, logística e estratégica dos EUA. No caso do Chile, o presidente dos EUA na época, Richard Nixon, liberou 10 milhões de dólares para que o diretor da CIA, Richard Helms, articulasse um plano para evitar que Allende assumisse o poder, ou para provocar sua queda. Allende prometia fazer a reforma agrária e nacionalizar as indústrias estadunidenses, e Nixon achava que o Chile seria transformado em uma nova Cuba. Em 1970 o general Roberto Viaux recebeu um cheque de 35.000 dólares para assassinar o general René Schneider, que era contra o golpe. Hoje a CIA nega que tenha mandado matar o general, mas apenas seqüestrá-lo. No Brasil, agentes treinados pela CIA se infiltravam nos movimentos sociais contra a ditadura militar e entregavam os líderes dos movimentos para a polícia do regime ditatorial. Ensinavam aos policiais e militares brasileiros as técnicas de torturas que foram usadas na guerra do Vietnã. Ensinavam como obter bons resultados de confissões com os métodos de tortura. Foi um período de horror na história do Brasil. Pensar era proibido, ler era proibido, declamar era proibido, falar era proibido, cantar era proibido, encenar era proibido, filmar era proibido. Famílias foram dizimadas, jovens estudantes e trabalhadores desapareciam, alguns para sempre. Muitos apareciam mortos nos IML, com falsos laudos de óbitos. Reuniões contra a ditadura eram encerradas com tiros de metralhadoras e chacinas, como ocorreu em 1976 na Rua Pio XI, na Lapa, em SP. Nessa chacina morreram Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Augusto Drumond. Seus corpos tinham mais de 50 perfurações de balas. O alvo principal dessa chacina era João Amazonas, líder do PC do B, mas ele não estava presente, estava representando o Partido no exterior e foi na China que recebeu a notícia do trágico acontecimento. As torturas deixaram seqüelas físicas e psicológicas nos que sobreviveram. Muitos que passaram pelas torturas nos porões da ditadura ainda não conseguem falar sobre o que vivenciaram. Viam corpos de amigos e parentes mortos nas celas, ouviam os gritos de dor dos que estavam sendo torturados, e tinham a terrível certeza que seriam os próximos. O período mais cruel da ditadura se deu na gestão de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974). Seu período de governo ficou conhecido como "os anos negros da ditadura". Os movimentos estudantis e sindicais foram contidos e silenciados pela repressão policial. Nesse período ocorreram a maior parte dos desaparecimentos políticos e a tortura tornou-se prática comum nos DOI-CODIs. Em afronta ao povo brasileiro, como se toda essa barbárie não tivesse existido, como se tudo não passasse de uma ficção ou por uma atroz ignorância, a turma de formandos deste ano da Escola Preparatória de Cadetes do Exército intitulou-se "General Emílio Garrastazu Médici" e o celebrou como patrono. Não quero acreditar que essa escolha tenha partido dos formandos, acho que isso partiu de um comando que já deveria ter sido expurgado. É uma insensatez, um desrespeito para com todo o povo brasileiro, que não consegue apagar da memória esses anos malditos de horror. Vivemos em uma democracia, temos liberdade de escolha, mas por estarmos em uma democracia plena, por respeitarmos os Direitos Humanos, por lutarmos tanto por justiça, direito à vida e à liberdade, jamais um facínora sanguinário como Médici deveria ser homenageado e chamado de estadista. Esse período foi vergonhoso para o Brasil, manchou a nossa história com perdas de vidas, com sangue de gente honrada, que lutavam por liberdade, por justiça social, fraternidade e paz. Ao fazer essa homenagem a Médici o comando do exército está tentando evitar que essa página seja virada. Uma página podre, fétida, desfeita e carcomida como a alma dos que homenageiam os assassinos mortos.
Jussara Seixas