10/09/2006


ALCKMIN E CLODOVIL, TUDO A VER
Assisti ao debate, ontem, na esperança de que Alckmin apresentasse o seu programa de governo. Mesmo tendo consciência de que Alckmin é um embuste, eu pensei que nesse 2º turno, para tentar ganhar a eleição, ele apresentasse suas propostas de governo. Talvez ele pudesse mostrar algo de novo, surpreendente, para melhorar a vida das pessoas e a economia do país. Ele não apresentou coisa alguma, mostrou que continua incompetente, que não entende nada de economia, de crescimento sustentável, de educação, de segurança. Alckmin não traz nada de bom para o país. Alckmin lembrou o Clodovil, recém - eleito deputado federal por SP, que admitiu (em reportagem publicada pelo jornal argentino "Perfil") aceitar dinheiro para votar a favor do governo quando estiver no Congresso. Clodovil já havia dito que não tinha nenhum programa político para o seu mandato, e afirmou:"Vou aprender com os políticos com experiência, mas não me ensinarão a roubar porque eu, por pouco, não vou me sujar. Tudo dependerá de quanto me ofereçam para votar os projetos do governo". Questionado sobre qual seria o valor em dinheiro necessário para isso, respondeu: "Cada um pesa o dinheiro em sua própria balança. Eu não resolverei os problemas de ninguém. Aqueles que votaram em mim acreditando que eu iria solucionar os seus problemas se enganaram, isso é uma bobagem digna de quem foi mal colonizado". Essa matéria está na Folha de São Paulo, hoje. Alckmin também vai aprender com FHC como se privatiza o Brasil a preço de banana, sem explicar para o povo o que fez com o dinheiro das privatizações. Até hoje não se sabe o que foi feito com esse dinheiro, porque em beneficio do povo e do país esse dinheiro não foi usado. Tanto que FHC entregou o país falido para o presidente Lula. Com 54 milhões de miseráveis, com desemprego recorde. Alckmin lembra o Collor, que em seu programa eleitoral afirmou que não mexeria na poupança do povo, e o fez imediatamente após ter sido eleito. Alckmin mente quando diz que não vai acabar com o Bolsa Família, com o PROUNI, com o crédito consignado, porque ele e o seu partido, o PSDB (e o PFL) sempre foram contra esses programas do governo Lula, que beneficiam milhões de pessoas. Alckmin terá como ministros pessoas do PSDB/PFL. Alckmin não diz quem será seu ministro da Fazenda, ele não pode dizer que será FHC, ou Malan, que afundaram o país, pois sabe que, com isso, seus votos vão todos para Lula. Além de Alckmin mostrar que é incompetente, que não tem nada para oferecer ao Brasil, ele cercou-se de pessoas do mesmo tipo. Pessoas que já estiveram no poder e não fizeram nada de bom para o país e para o povo brasileiro. Por que Arthur Virgilio 3%, que foi veementemente recusado em seu estado, na eleição para governador, agride tanto o presidente Lula? Porque ele sabe que seria ministro de Alckmin se este, por uma grande desgraça, fosse eleito. É o mesmo caso de ACM, que também foi derrotado na Bahia, de Bornhausen, que – sabendo que não se elegeria mais – nem concorreu às eleições, mas teria seu cargo do ministro garantido com Alckmin. Antero é outro ministeriável, e para encerrar com chave de ouro, Garotinho. É óbvio que Garotinho não vai se empenhar em eleger Alckmin, se não obtiver em troca um ministério. Com essa patota, como Alckmin quer que o Brasil cresça? Com essa patota, como Alckmin quer que o país tenha credibilidade dos investidores estrangeiros? É com essa patota que Alckmin pensa em geração de empregos e renda? É com essa patota que ele pensa em diminuir a miséria e fome? A mesma patota responsável pelo maior desemprego que o país já experimentou, no governo de FHC. Prestem atenção no caso segurança em SP, prestem atenção no que ocorreu: o PCC cresceu e se fortaleceu em SP no governo Alckmin porque o governo paulista fez vista grossa ao crime organizado, não o combateu. Rebeliões e mais rebeliões ocorreram em SP no governo Alckmin, e a cada rebelião um acordo era firmado com os bandidos. Cada vez mais, os bandidos faziam exigências de regalias, de TVs, celulares, de transferências ou não. Os bandidos comandavam de dentro das prisões os ataques à população, os seqüestros, os assaltos. Houve o grande e violento ataque do PCC na capital e no interior de SP, em que policiais morreram, civis morreram, bens públicos e privados foram depredados, ônibus incendiados, e a população ficou em pânico. O governo de SP tem um secretário de Segurança Pública, Saulo de Abreu, que deveria ter recebidos ordens para evitar tudo isso, que deveria ter recebido ordens para ser firme no combate ao crime organizado, ao invés de fazer acordos com bandidos. E ele nem sequer foi demitido do cargo, apesar de todos os erros cometidos. Não foi demitido porque, se o fosse, não poderia ser ministro em um eventual governo Alckmin. Saulo de Abreu seria um futuro ministro de Alckmin para cuidar da segurança nacional. Isso é que é patota. Isso é o que está reservado para o Brasil em uma eventual gestão Alckmin. Ele não tem programa de governo, não tem projetos de governo, não tem equipe para apresentar – essa que existe a gente dispensa, já conhece e escorraçou nas urnas em 2002. Essa patota maldita não pode voltar, por isso é Lula de novo com a força do povo.
Jussara Seixas

Um comentário:

Paulo Nolasco de Andrade disse...

Alckmim não leu o programa dele.
Tive a curiosidade de ler o programa do PSDB. Está cheio de contradições e coloca implicitamente todas as intenções que estão sendo difundidas. Privatizações, terceirizações via ONGs e OCIPS, redução da máquina pública, somente um leigo não perrcebe.