11/28/2007

ABSURDO DO ABSURDO DO ABSURDO
O caso da "menina do Pará" é algo que beira o absurdo. Crimes foram cometidos pelas autoridades do Pará, como o crime da delegada que prendeu e da juíza que manteve a prisão, ambas sabendo que ela seria colocada em uma cela com homens. É arrepiante. Nada, nenhum crime que essa menina tivesse cometido, justifica o injustificável. Os carcereiros fizeram isso sabendo o que ocorreria e acharam tudo muito normal, o que mostra que essa prática nojenta é coisa de longa data, vem ocorrendo há muito tempo. Esse caso é cheio de lacunas: onde estavam a mãe dessa menina e os parentes, que não se preocuparam com o sumiço dela? Sabiam que ela estava presa e não foram na prisão, não contataram a defensoria pública para fazer a defesa da menina, sabendo que ela era menor de idade. Se todo mundo na cidade sabia que a menina estava presa na cela com homens, por que não avisaram a família de imediato? Por que o caso veio público somente após 26 dias de calvário da menina? Para justificar o injustificável, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Raimundo Benassuly, disse ontem que ela tinha "debilidade mental". Piorou. Se isso fosse verdade, seria uma mulher, doente mental, menor de idade, jogada em uma cela com mais de 20 presos. Foi muito mal explicado o por quê de essa menina ter sido presa. Qual o crime por ela cometido, o que ela roubou, quem deu a queixa? Se há outros processos contra ela por furto, por que não foi encaminhada para uma instituição de menores infratores? Ela não possui documentos, nunca apresentou documentos. As autoridades nunca exigiram os documentos para efetuar a prisão? A justiça nunca exigiu os documentos, nunca entrou em contato com os familiares dela? Há quantos anos isso ocorre no Pará sem que nunca ninguém tenha denunciado, nenhum político, jornalista, autoridade? Resolveram denunciar agora que a governadora é do PT para que a culpa caia sobre ela? Ou será porque só uma mulher do PT, governadora, pode por fim a esse barbarismo?
Jussara Seixas

2 comentários:

Anônimo disse...

ABSURDO DO ABSURDO DO ABSURDO
O caso da "menina do Pará" é algo que beira o absurdo. Crimes foram cometidos pelas autoridades do Pará, como o crime da delegada que prendeu e da juíza que manteve a prisão, ambas sabendo que ela seria colocada em uma cela com homens. É arrepiante. Nada, nenhum crime que essa menina tivesse cometido, justifica o injustificável. Os carcereiros fizeram isso sabendo o que ocorreria e acharam tudo muito normal, o que mostra que essa prática nojenta é coisa de longa data, vem ocorrendo há muito tempo. Esse caso é cheio de lacunas: onde estavam a mãe dessa menina e os parentes, que não se preocuparam com o sumiço dela? Sabiam que ela estava presa e não foram na prisão, não contataram a defensoria pública para fazer a defesa da menina, sabendo que ela era menor de idade. Se todo mundo na cidade sabia que a menina estava presa na cela com homens, por que não avisaram a família de imediato? Por que o caso veio público somente após 26 dias de calvário da menina? Para justificar o injustificável , o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Raimundo Benassuly, disse ontem que ela tinha "debilidade mental". Piorou. Se isso fosse verdade, seria uma mulher, doente mental, menor de idade, jogada em uma cela com mais de 20 presos. Foi muito mal explicado o por quê de essa menina ter sido presa. Qual o crime por ela cometido, o que ela roubou, quem deu a queixa? Se há outros processos contra ela por furto, por que não foi encaminhada para uma instituição de menores infratores? Ela não possui documentos, nunca apresentou documentos. As autoridades nunca exigiram os documentos para efetuar a prisão? A justiça nunca exigiu os documentos, nunca entrou em contato com os familiares dela? Há quantos anos isso ocorre no Pará sem que nunca ninguém tenha denunciado, nenhum político, jornalista, autoridade? Resolveram denunciar agora que a governadora é do PT para que a culpa caia sobre ela? Ou será porque só uma mulher do PT, governadora, pode por fim a esse barbarismo?

Alda Inacio disse...

Vim dizer olá e ler tuas escrituras. Faz tempo hem?
Abraço
Alda