3/08/2006

LULA É MUITOS !!!



Preço da cesta básica volta a cair em fevereiro
A cesta básica ficou mais barata, no mês de fevereiro, em 13 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (8). Entre os produtos cujos preços tiveram queda predominante destacam-se o tomate, a carne, o óleo de soja e a batata. Em média, a cesta básica de fevereiro ficou em R$ 150,26 - ou a metade do salário mínimo de R$ 300. Também caiu o número de horas necessárias de trabalho para que a pessoa possa comprar a cesta. A jornada agora é de 110 horas e 12 minutos, contra 112 horas e 5 minutos em janeiro e 128 horas e 50 minutos em fevereiro de 2005.

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Livro didático chega a alunos do ensino médioO governo federal está investindo na distribuição de livros didáticos para alunos do ensino médio. São sete milhões de alunos de 13.253 escolas da rede pública de ensino, que estão recebendo obras de português e matemática. Antes, o livro didático estava garantido apenas aos estudantes do ensino fundamental.

Linha Aberta é o boletim eletrônico do Diretório Nacional do PT, enviado às pessoas que estão cadastradas no Portal do PT (http://www.pt.org.br/).

Um comentário:

Daniel Panno disse...

Lula e Maria Madalena – Ou, as minhocas enterradas.

Quando Jesus disse à multidão “quem estiver livre de pecado atire a primeira pedra”, ex-pressou, como em todas as cortantes respostas a quem tentava fazê-lo pisar em falso, a sabedoria de um principio universal irredutível: OS ABSOLUTOS NÃO EXISTEM. Se ele tivesse dito “quem tem menos pecados entre vocês atire a primeira pedra”, poderia ter sido feita uma reuni-ão, para avaliar quem era o menos pecador e proceder em conseqüência, mas não, Jesus colocou um princípio incontestável: não tem ninguém perfeito.

Infelizmente, a lição não foi nem é entendida até hoje. As acérrimas críticas ao governo Lula (não sou nem PeTista nem Lulista, nem nenhum “ista”, quero salientar!), à corrupção de altos funcionários, só falam de um “mea culpa” e/ou de ignorância por parte dos que criticam. O Governo Lula (chamarei de GL, para abreviar) não é o melhor governo que o Brasil tem tido, nem o pior. Os absolutos não existem. Então, usando um pouco da teoria quântica (e veja que aplicação prática dos seus princípios!) podemos aplicar a relatividade na avaliação do GL da seguinte forma:

Quem tem memória pode confirmar a seguinte afirmação: até a data, o GL é o governo que mais liberdade de expressão, e mais transparência tem demonstrado. Não que seja “o me-lhor”, mas nenhum governo anterior permitiu que fossem expostos os crimes, os erros ou as in-tenções desviadas, de forma tão aberta. Lembre-se do “engavetador” de FHC, dom Brindeiro, só como um exemplo do passado, para ter um ponto de referência. Lembre-se das censuras das di-taduras, dos expatriados, exilados, expulsos, ex-pensadores. E compare.

O índice de desemprego cai constantemente, a inflação é contida com métodos racionais, não falsamente contida, o índice da construção subiu, os programas fome zero, bolsa escola e outros, mesmo sendo paliativos explorados corruptamente por alguns, pelo menos tem feito com que uma parte da arrecadação volte ao povo. A imagem do Brasil no exterior está sendo colocada em seu patamar de reconhecimento, como nunca antes foi.

Tudo isso contribui a uma evolução, mesmo que alguns pretendam fazer das confusões uma revolução. O problema é que nem a esquerda nem a direita são soluções para elevar o nível de vida de uma nação. A violência explícita da extrema esquerda, com suas revoluções de 5 cen-tavos de foice e martelo, só idiotiza, desgasta e mingua a verdadeira capacidade de união sob uma liderança eficaz que todo povo precisa. A violência encoberta da extrema direita, com suas queimas de arquivo junto com queima de arquivadores, seqüestros e desaparecidos, é uma forma de terrorismo VIP, digitada por totalitários e executada por Forças Armadas robóticas que obe-decem a um Comando cego. E os “moderados” do Centro são simplesmente incompetentes e inoperantes.

Qual é a solução, então, em nome do bom senso????

LIDERANÇA CAUSATIVA.

Quer queira ou não, Lula tem demonstrado tê-la, pois pouco se lixou no seu próprio parti-do, para tomar decisões que ele achava (e, essas decisões, provaram ser eficazes) certas. Infeliz-mente, aqueles que escondem seu rosto por trás de uma barba e óculos, geralmente também tem outras coisas que esconder, isto não é um preconceito, é uma afirmação baseada em experiência, embora haja exceções. Mas, voltando ao assunto da liderança causativa, veja como se relaciona isto com os partidos políticos. Partido, significa divisão, distanciamento. Não existiu nem existe nenhuma doutrina partidária que consiga enxergar o verdadeiro bem comum, o melhor para a maioria, pois sempre tem, em alguma de suas cláusulas dogmáticas, algum sectarismo implícito ou explícito. O verdadeiro líder é aquele que não perde de vista jamais o benefício da maioria daqueles que lidera. E isso acontece com um indivíduo, com uma pessoa, nunca com um grupo! O grupo existe para apoiar ao líder a conseguir os objetivos que produzirão o maior bem, o grupo existe para fornecer ao líder as informações que precisa para avaliar situações e tomar decisões. O grupo pode dar apoio em forma financeira, de mão de obra, de comunicação em duas direções: dos liderados ao líder e vice-versa, mas não se pode atribuir a capacidade de impor regras ou assumir o poder. Sempre é uma, e somente uma, pessoa quem produz os efeitos, ruins ou bons, com a força dos seus postulados. Pense em Hitler, Napoleão... mas também pense em Mozart, Jesus, Da Vinci, Einstein. Conclusão: partidos políticos NÃO resolvem. LÍDERES resolvem.

Quando eu era adolescente gostava de ir a pescar e, no quintal da minha casa, por ser terra muito fértil, sempre tinha muita minhoca para usar de isca. Só que eu não cavava a terra para tirá-las: jogava alguns baldes de água no lugar onde eu sabia que tinha minhoca, depois pegava o pólo “vivo” da tomada e o conectava com um fio condutor na área molhada. As minhocas subi-am sozinhas à superfície. Eu desconectava o fio e as pegava. O GL conectou um fio de liberdade nunca antes experimentado nas esferas do governo e da mídia... e as minhocas foram subindo. Os corruptos não se corromperam durante o GL. Eles já eram corruptos. Claro! a oposição fica feliz da vida de ver rodar cabeças dentro do próprio “partido” do Presidente. Deixe-os: já terão sua vez, se Deus quiser.

O que me preocupa é o seguinte: se dois mil anos atrás foram dadas várias lições, vários exemplos para aprendermos a nos conduzir na vida, e isso não foi aproveitado, compreendido, nem aplicado, será que agora o povo, as pessoas que aspiram a ser dirigentes políticos, líderes causativos da evolução de um país, será que aprenderão e apreenderão a lição implícita nestas CPIs?: QUE PARA SER GOVERNANTE, MINISTRO, SENADOR, SERVIDOR PÚBLI-CO EM GERAL, DEVE-SE SER HONESTO?

Um passado turbulento só é criado a partir de momentos turbulentos que em seu momento foram tempo presente. A educação dos valores morais e éticos por parte dos pais é fundamental, a transmissão de tais valores nas escolas é imprescindível. Veja o que o filósofo L. Ron Hubbard diz em seu livreto “O caminho da felicidade”, no capítulo 10, titulado “APOIE UM GO-VERNO PLANEJADO E GERIDO PARA TODO O POVO”:
“É, afinal de contas, o povo que, junto com seus formadores de opi-nião sua, luta e sangra por seu país. Um governo não pode sangrar, nem pode sorrir: ele não passa de uma idéia que os homens têm. Quem está vivo é cada uma das pessoas: você.”

Então, para pensar em futuro, devemos agora, neste presente, enfatizar os valores éticos e morais, devemos aprender a julgar aos candidatos a cargos públicos pelas obras, não pelas pala-vras ou pela ênfase dos seus discursos, mas pelo que fizeram no seu bairro, na sua cidade, no seu estado, na sua região, antes de dar um voto de confiança neles.

É minha humilde sugestão para contribuir à evolução de um continente tão rico espiritual e materialmente como é nosso amado Brasil.

Daniel Oscar Panno

Palmares, 29 de março de 2006.